#298 | Cadê a conversão?
Talvez a gente esteja procurando nos lugares errados.
nas edições anteriores
#296 | O futuro do futuro, pós-SXSW
#297 | Escolher o caminho difícil
tempo de leitura: 5 minutos
para entender
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Enquanto profissionais de branding, espera-se que a gente passe a maior parte do tempo no topo do funil - ali nas estratégias para tornar a marca mais conhecida e reconhecida.
Mas, nos últimos anos, falamos tanto de brandformance que não é inversão de prioridades questionar como as coisas estão no fundo do funil.
Não dá para pensar em posicionamento ou estratégia sem entender o que está impactando o momento da conversão.
Das “buscas-zero-clique” levando menos pessoas para o site às principais ferramentas de anúncios aumentando preços e dando pouca clareza dos seus dados, as estratégias que já funcionaram não são mais garantia de sucesso.
E antes fosse uma conversa apenas sobre dashboards e otimizações. Mas a gente está falando de comportamento.
De pessoas cada vez mais imersas nas suas bolhas, fazendo escolhas dentro de nichos com linguagem e estética próprias. Pessoas que são difíceis de segmentar com base em critérios generalistas como demografia ou geração.
“O brasileiro passa mais de 9h por dia conectado” não é mais insight. E nem “precisamos estar nas redes sociais porque é lá que as pessoas estão”.
Quando abre o celular, o tempo do brasileiro está espalhado por diversos aplicativos que mal aparecem em reuniões de planejamento: um joguinho de Tetris, o app do ônibus, o SofaScore ou até um app de hobby como treino, música ou cinema.
E onde tem atenção, tem lembrança, consideração e conversão.
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A Voxus faz mídia programática para diversas marcas no Brasil, com a missão de potencializar conversões. E tem aprendido que isso significa ir em direções totalmente diferentes.
Segundo dados da plataforma:
Tem rede de academia vendendo em jogos de Tetris.
Os aplicativos que mais geram conversões para uma das maiores redes de academia do país são Block Blast e SofaScore. O segundo, a cada 300 impressões gera um usuário para a marca.
Parece que o público que treina também confere a tabela do Brasileirão antes de dormir…
Tem farmácia convertendo em portais de notícia.
O mais comum quando a gente pensa em farmácia talvez seja “aparecer onde as pessoas buscam medicamentos”. Mas os melhores canais de conversão para uma marca do segmento foram UOL, Yahoo e o mesmo Block Blast.
Junto, eles somam 22% das conversões.
E sneakers premium convertem em apps de ônibus.
Para uma marca global de tênis, os apps que mais performaram foram, em ordem, Cittamobi (app de ônibus), Bible Offline e SofaScore. Depois vêm R7 e Yahoo.
Nenhum deles canais de moda ou lifestyle. Ao invés disso, aplicativos que fazem parte da vida das pessoas de outras formas.
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Três segmentos totalmente diferentes, com perfis de clientes diferentes, têm em comum o mesmo joguinho de Tetris como canal efetivo na sua estratégia de mídia.
Segundo o time Voxus,
os jogos casuais “viraram um inventário de atenção que o mercado ignora porque não tem glamour de mídia. Mas é onde a audiência abre o celular 8 vezes por dia, sem postar nenhum Stories sequer”.
Quando a gente entende o potencial que reside no inusitado, no imprevisível e no nichado, o nosso desafio muda.
Menos conversas começam com “cadê a conversão que estava aqui?” porque, ao buscá-la nos lugares certos, a gente então pode se perguntar:
“como manter a consistência e identidade da marca enquanto cultivamos a capacidade de frequentar tantos ambientes diferentes?".
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um oferecimento Voxus
Se você quer entender melhor a solução de mídia programática que busca comportamentos reais para gerar resultados para as marcas,
A Voxus utiliza inteligência de dados para impactar o cliente ideal da sua marca - no momento e no lugar certo.
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Oferta válida apenas para times dispostos a se surpreenderem com novas possibilidades de interação e conversão :)
para fazer parte da conversa
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O Diabo Veste Prada 2 chegou oficialmente aos cinemas, e encerrou uma das melhores campanhas de lançamento dos últimos tempos. A antecipação do filme nos entregou Miranda Priestly com Anna Wintour, suéter cerúleo, exército de Mirandas, entre outros momentos icônicos.
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A Lacoste atualizou a sua identidade visual. O jacaré permanece exatamente igual, ganhando novas possibilidades de aplicação, mas a tipografia fica mais serifada. A ideia é “destacar códigos icônicos com uma leitura mais assertiva, que revele a riqueza e singularidade da marca”.
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A Meta está testando em alguns países um novo aplicativo chamado Instants, dedicado a registros espontâneos, sem filtro, entre seu círculo mais próximo. Agora que o Instagram é oficialmente entretenimento, as relações sociais precisam ir para algum lugar. Exatamente o que o BeReal tentou fazer uns anos atrás (lembram dele?).
para ler com calma
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“As empresas não vão vencer com mais IA, e sim com uma marca mais forte. Ser a marca que vem à mente primeiro, que parece óbvia, familiar e menos arriscada. A marca que transmite uma sensação boa e parece a escolha certa sem que você precise saber exatamente por quê”.
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para dar um tchau
👋🏼
Faltam duas edições para a 300, e já estamos oficialmente em clima de nostalgia.
Nos últimos dias, fiz uma viagem no tempo revisão de todas as newsletters que já enviamos nos últimos 8 anos, e encontrei diversas pérolas. Coisas que foram um retrato perfeito do momento, outras absurdamente atuais.
Vou pensar em como dividir tudo com calma, mas se você quiser contribuir pra este momento desde já, me conta:
qual foi a newsletter que mais te marcou até hoje, e por que?
Pode comentar ou responder este e-mail. :)
- Bia






eu sou fã do BeReal e torço pra eles voltarem hahahha adorava o conceito (fiz até um texto sobre como eles estão atualmente). O Instants parece ser uma resposta direta aos últimos movimentos de marca do bereal, que ainda é forte em alguns países europeus. Curiosa pra ver se algum dos dois vai realmente pra frente
eu lendo e pensando: "ok, academia no sofascore... até faz sentido!" - mas o comprar tênis no app de ônibus me deixou "uou!" ahhahaha