Bits to Brands #107 | Slow Content (parte 2)

Aprendizados e mitos desconstruídos sobre essa tendência

Tempo de leitura: 5 minutos

Cheguei! Excepcionalmente numa sexta-feira, pois o conteúdo dessa edição foi baseado num papo muito legal que aconteceu na quarta-feira à tarde.

A convite do Festival Social Good Brasil, pude trocar uma ideia com três pessoas sensacionais sobre slow content, e repensar muito do que eu acreditava em relação a isso.

Compartilho hoje todos esses aprendizados, além da curadoria de sempre. :)

- Beatriz

PS: para falar direto comigo, use o botão “responder”, ou escreva para beatriz@bitstobrands.com :)

Slow Content (parte 2)

Tema da nossa edição #99, e prática à qual eu era adepta mesmo sem saber que tinha nome, slow content, traduzindo literalmente, é “conteúdo devagar". Como definimos:

O “slow content” é um olhar de maratonista, em meio a uma internet que corre 100m rasos. É um convite ao “devagar e sempre”, mesmo que ele signifique menos likes ou menos alcance no curto prazo.

É sobre genuinamente acrescentar algo para sua audiência, mais do que compor o seu feed. E confiar que o interesse das pessoas é capaz de superar as barreiras do algoritmo.

Ontem, tive a oportunidade de mediar um painel com três referências no assunto, e pude desconstruir mais alguns mitos.

Compartilho na edição de hoje para quem, como eu, quer trazer cada vez mais consciência e calma - não só para o conteúdo que produz e consome, mas para toda a sua vida.

  1. Slow content não é sobre fórmulas

    É engraçado como no conteúdo e no marketing a gente sempre busca algum método a seguir. Um jeito de fazer que é sucesso para alguém, que passa a ensinar sua metodologia para outras pessoas que, depois de aprender, ensinam para outras pessoas, e assim vai.

    Apesar de ser tentador seguir as tendências, slow content não é tão replicável quanto parece. Ele é sobre consciência. Sobre atenção ao seu ritmo, ao valor que você tem a entregar, as suas escolhas. E se naturalmente somos diferentes uns dos outros, slow content vai ter uma cara diferente para cada um. O que nos leva ao próximo ponto.

  2. Slow content pode ser diferente conforme o canal e a marca

    Um podcast semanal pode ser muito, enquanto um post por semana no Instagram é o suficiente. Diminuir o ritmo de 7 para 5 posts por semana pode ser desacelerar para alguém, enquanto outra pessoa nunca vai fazer mais de 3 posts.

    Novamente: é sobre ter consciência de si, do seu conteúdo e da sua rotina. E aí fazer acordos claros com a sua audiência, mantendo sempre aberta uma janela de diálogo e troca.

  3. Slow content não é sobre pouco conteúdo

    Pensar seu conteúdo com mais atenção não precisa significar produzir menos. E sim refletir sobre a qualidade do tempo e da presença nos momentos de criar, interagir e publicar.

    É possível produzir a mesma quantidade de sempre, mas o slow content é sobre ter clareza do por quê. Eventualmente, essa reflexão pode eliminar diversos excessos, mas este não é o objetivo principal.

Em resumo, slow content é uma filosofia que se aplica não só a produção, mas ao consumo de informação e a maneira com que interagimos na internet. É sobre ser ativo na construção de uma internet boa para você, e para os outros.

Uma em que os lugares de fala dão lugar aos lugares de escuta, e onde todos somos mais conscientes e intencionais sobre o conteúdo que colocamos no mundo.

E aos poucos, quem sabe um dia, o slow content vai se tornando somente content.

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PARA SABER MAIS SOBRE O TEMA:
Siga os profissionais incríveis que ensinaram tudo isso: Sue Coutinho, André Carvalhal, e MM Izidoro.
E confira este artigo sobre por que a busca incansável por frequência não faz tanto sentido.

Agora você pode usar o primeiro botão para contar nos comentários o que você acha sobre slow content e se pretende adotar no seu dia a dia (quero dicas!), ou pode usar o segundo botão e compartilhar essa edição na rede social que preferir.

Ou se tiver se sentindo realmente generoso, fazer OS DOIS :)

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Momento de Inspiração

A Calm, aplicativo de meditação, fez o “oferecimento” da apuração dos resultados da eleição americana. Quem tem acompanhado desde terça sabe a montanha-russa de emoções que está sendo, então não poderia haver oportunidade mais adequada. Os dados também confirmam: segundo o TechCrunch, o aplicativo subiu 20 posições no ranking de buscas.


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(deixe aqui neste link sua pergunta sobre construção de marca, uma tendência recente, sobre newsletter ou estratégia de conteúdo, que toda semana uma delas será respondida)

Queria saber de você, da sua jornada... Dos desafios e do processo para criação desse projeto - que estou adorando!

Oi! Alguns fatos sobre mim:

  • Eu sou nascida em Florianópolis, mas vivo e trabalho em São Paulo há 4 anos. Antes disso, morei um ano em Boston, que é o meu lugar favorito no mundo.

  • Sou formada em administração de empresas mas sempre fui vidrada em marketing. Comecei a estudar branding na faculdade mesmo (em 2013).

  • Algumas voltas depois, em 2018 fui parar numa das maiores consultorias de branding do Brasil. Foi uma grande realização, mas eu já era muito ligada em tecnologia e não queria deixar isso de lado.

  • Então, a Bits to Brands foi a maneira que eu encontrei de continuar nutrindo meu interesse por tecnologia, sempre conectado com branding que é a minha raiz :)

  • A ideia veio do nada, num trajeto de carro, e fui fazendo tudo aos poucos com os recursos que eu tinha - logo no Canva, landing page e e-mails no MailChimp, e divulgação nas minhas próprias redes sociais.

  • Hoje, dois anos e mais de 100 edições depois, alguns dos meus ídolos assinam a newsletter, e eu já fiz contatos profissionais (e até amigos!) que começaram como assinantes. Fora os cursos e palestras todos muito especiais <3

  • A Bits começou de um lugar meio individualista, que era a minha vontade de me posicionar como "híbrida” naquele momento, mas hoje faz parte de um propósito maior que é ajudar pessoas e marcas a entender melhor o mundo e pensar seus próximos passos.

  • Eu penso cada edição (e o projeto como um todo) como um grande quebra-cabeças. Uma peça de cada vez e as coisas vão ficando mais claras. E eu monto quebra-cabeças desde criança! Depois da Bits to Brands, o quebra-cabeças mais difícil que eu já montei tinha 5.000 peças.


O que ler/assistir/conferir

QAnon. Stan. K-Pop. Keyword squatting. Esse artigo é puro 2020. Venho me familiarizando aos poucos com esses termos, mas algo me diz que eles ainda farão muito parte das notícias. Essa reportagem da Bloomberg explica em detalhes como os fãs de K-pop vêm enfrentando os conspiracionistas americanos no seu próprio jogo - o das redes sociais e hashtags.

E falando em QAnon, esse vídeo da VOX fala sobre como eles tem transitado entre hashtags e deixado o seu conteúdo cada vez mais “tons pasteis” - amplificando muito a sua mensagem no Instagram.

O que é um influenciador? Análise da grande referência no assunto, Bia Granja (do YouPIX), levanta 5 pontos. Spoiler: Número de seguidores não é um deles. Para se tornar influente, é preciso acumular créditos de confiança e credibilidade com determinada audiência. E isso se constrói através da criação de conteúdo consistente, autêntico e verdadeiro.

E falando nisso, uma prévia do estudo da WGSN sobre a evolução e o futuro dos influenciadores, que em 2010 eram sobre aspiração, em 2015 sobre inspiração, e em 2020 sobre entretenimento e informação.


Manda jobs!

(se você tem vagas abertas e quer atrair gente boa e sempre ligada em novidades, pode mandar em beatriz@bitstobrands.com)

Todas as vagas que já chegaram até aqui estão reunidas neste link, e hoje temos três empresas buscando profissionais na nossa comunidade :)


obrigada por ler até o final! :)

👩🏻‍💻 curadoria e textos por Beatriz Guarezi. estrategista de marcas, curadora de conteúdo e escritora de e-mails.

📩 essa é uma newsletter semanal sobre tendências de tecnologia e comportamento para marcas. se você aproveitou essa edição e ainda não assina, receba por e-mail: