Bits to Brands #99 [DE VOLTA!] | Slow Content

Novas seções. Nova forma de interagir. O mesmo objetivo de sempre.

Tempo de leitura: 6 minutos

antes de mais nada, obrigada pela compreensão nessa pausa tão necessária - inclusive, tema da edição de hoje.

você deve ter reparado que as coisas estão um pouco diferentes por aqui.
com base na pesquisa (obrigada a todos que responderam!), dei uma repaginada na Bits. o equilíbrio entre profundidade e quantidade de conteúdo é desafiador, mas sigo tentando encontrá-lo.

além disso, estamos em uma nova plataforma! isso significa que o layout está diferente e temos novas funcionalidades.

a principal riqueza da Bits to Brands é a comunidade de pessoas incríveis que reunimos por aqui, e já estava mais do que na hora de todo mundo poder interagir.

agora, cada edição que você recebe por e-mail vira também um post, onde é possível dar like e comentar. assim, as suas edições favorits ganham destaque, e todo mundo pode aprender e trocar não só comigo, mas uns com os outros.

uma plataforma nova vem com um tempinho de ajustes e adaptação, então conto com a sua paciência e, claro, feedback. aproveita e já estreia nossos comentários!

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-Beatriz

PS: para falar direto comigo, use o botão “responder”, ou escreva para beatriz@bitstobrands.com :)

Slow Content

Eu nunca tinha ouvido falar dessa tendência, até me tornar parte dela.

No processo de decidir que precisava de uma pausa na produção de conteúdo - justamente para poder seguir produzindo conteúdo com qualidade -, eu acabei encontrando vários criadores no mesmo momento.

Durante esse período, vi menções ao tal “slow content” diversas vezes.

A necessidade de desacelerar aparentemente era reflexo de um movimento que já vinha acontecendo, mas foi escancarado pela pandemia e sua overdose de lives, entrevistas e cursos online: a corrida desenfreada contra o algoritmo, e rumo ao seu tempo livre.

Esta, que leva os produtores de conteúdo a acreditar que se não postar uma vez por dia, não adianta. Ou que se você não colocar uma data de expiração da oferta, ninguém vai comprar. Ou que agora que as pessoas tem mais tempo, é seu papel preenchê-lo com ~muito conteúdo relevante~.

É muita pressão.

O “slow content” é um olhar de maratonista, em meio a uma internet que corre 100m rasos. É um convite ao “devagar e sempre”, mesmo que ele signifique menos likes ou menos alcance no curto prazo.

Essa tendência é um apelo por mais reflexão e tempo no conteúdo que publicamos e consumimos - e, consequentemente, por menos “scrolling” sem sentido por centenas de posts de uma vez.

É sobre genuinamente acrescentar algo para sua audiência, mais do que compor o seu feed. E confiar que o interesse das pessoas é capaz de superar as barreiras do algoritmo.

E é, também, um tanto quanto utópico.

Porque por mais que o termo esteja ganhando espaço, ele ainda não chegou nas grandes marcas, nas “blogueiras” e nos infoprodutores. Que são, no fim do dia, quem dita o ritmo da internet para a grande maioria das pessoas.

É importante enxergarmos que o slow content não é a norma, é a exceção.

Mas para aqueles que, como eu, remam contra a maré, fazem pausas quando precisam, escrevem longos textos e têm dificuldade de expressar suas ideias nos 15 segundos de um stories: vamos em frente.

Porque a consistência, a intimidade e a relevância fazem com que as pessoas que chegam até você fiquem por interesse genuíno - e não por qualquer tipo de gatilho.

Quem sabe, em breve, uma grande marca não puxa o movimento de menos conteúdo e menos publicidade? Quem sabe uma grande voz na internet decide se calar, exceto nos momentos em que realmente queira falar algo?

Quem sabe, de tanto puxarmos o freio, as coisas não desaceleram um pouco?

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PARA SABER MAIS SOBRE O TEMA:
Tem esse post do @co_phy.
O episódio de estreia do podcast do Caio Braz.
Esse post do @theculturalcast.
E esse episódio do Boa Noite Internet.

para compartilhar essa edição e convidar mais pessoas a assinar a Bits to Brands, agora é tão fácil quanto apertar um botão. aperta pra ver :)

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Momento de Inspiração


Desde que falamos da tendência de marcas se inserindo dentro dos jogos, tenho observado de perto a movimentação no Animal Crossing - e recomendo que você faça o mesmo. Nas últimas semanas, a Hellmann's lançou uma campanha de doação de alimentos, e o candidato à presidência dos EUA, Joe Biden, lançou placas de apoio para os jogadores usarem como decoração dentro do jogo.


Caixa de Perguntas

(deixe aqui neste link sua pergunta sobre construção de marca, uma tendência recente, sobre newsletter ou estratégia de conteúdo, que toda semana uma delas será respondida)

Meu maior desafio na construção de marca é o posicionamento. Você possui dicas para isso?

A minha definição favorita de posicionamento é da especialista April Dunford:
”O seu posicionamento define como o seu produto é o melhor do mundo em oferecer algo que um determinado grupo de pessoas se importa muito”.

Quebrando a frase, temos três definições: PRODUTO, GRUPO E IMPORTÂNCIA. Ou, “o que é”, “para quem” e “por que isso tem valor”.

Se você conseguir responder essas três perguntas com clareza, de forma simples, e de preferência numa frase, você já tem um belo ponto de partida.

Aí entra a parte criativa - contar essa história de um jeito engajador, transformar essa frase numa assinatura curta, produzir um vídeo ou manifesto.. E também manter esse posicionamento em mente nas ações da marca, para que ele seja reforçado através de associações e se torne de fato um território ocupado (ou até criado) por você.


O que ler/assistir/conferir

O melhor case de conteúdo da pandemia. Quem acompanha a Bits sabe que somos fãs da marca de viagens Além. Inclusive, exploramos o case deles no início da quarentena (aqui). Recentemente, a head de conteúdo contou essa história em primeira pessoa - e ela está cheia de aprendizados.

Magalu entrou no mercado de delivery de refeições. “Nossa, mas uma loja de móveis?” Plot twist: faz tempo que o Magalu não é mais uma loja de móveis. Aos poucos, a empresa vem se tornando um conglomerado de marcas, aplicativos e serviços cada vez mais próximo da tal “versão brasileira” da Amazon.

No alternative text description for this image

“Dois exits, seis anos, seis lições” - Relato interessantíssimo de um empreendedor que vendeu sua startup para o PagSeguro. Reflexões sobre inovação, liderança e negócios, humanas e zero startupeiras.

Dois encontros em setembro

Dias 19 e 20 de setembro acontece a Imersão Branding Lab, um encontro para compartilhar na prática lições de branding, conteúdo e social media. Como parte desse lineup incrível, vou fazer uma palestra sobre curadoria de conteúdo: por que todo criador precisa ser um curador, e dicas a partir da minha experiência na Bits.

Confira toda a programação do evento aqui, e compre o seu ingresso aqui para ficar registrado que você veio através dessa newsletter. O primeiro lote vale até amanhã! :)

De 22 a 24 de setembro tem o NEXT, da MindMiners - evento para debater comportamento do consumidor, a partir de temas que se tornaram pano de fundo da pandemia. Minha participação será dia 24, com a palestra “Marcas Canceladas”, onde vamos falar da tal cultura do cancelamento, com foco no seu impacto nas marcas e dados de uma pesquisa exclusiva com mais de 900 pessoas.

O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Inscreva-se aqui.


Manda jobs!

(se você tem vagas abertas e quer atrair gente boa e sempre ligada em novidades, pode mandar em beatriz@bitstobrands.com)


Voltamos com vagas abertas no time de branding da Liv Up (vem ser meu colega!), e também vagas na Kiper, uma vaga de marketing de produto na startup Cantinho do Brincar, e diversas vagas no time de marketing da Aurum - inclusive estrategista de marca!

Essas e todas as vagas que já chegaram até aqui estão reunidas neste link.


obrigada por ler até o final! deixa um comentário me conta o que mais gostou na edição de hoje? :)

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👩🏻‍💻 curadoria e textos por Beatriz Guarezi. estrategista de marcas, curadora de conteúdo e escritora de e-mails.

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