Bits to Brands #287 | In & out em 2026
para a Bits, e talvez para você
nas edições anteriores
#285 | Desimportância
#286 | Os bastidores da campanha do Canva
tempo de leitura: 5 minutos
para entender
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Uma lista de “in and out” é uma forma simples de participar do ritual global de receber o mês de janeiro como um portal para novas possibilidades, novas versões de nós mesmos e novos projetos.
Acredita quem quer. Mas o que custa acreditar um pouco, né?
Em 2024, o New York Times descreveu esse tipo de lista como uma mistura de “previsões do que vai ou não ser considerado ‘cool’ no próximo ano, com aspirações para a sua nova versão”.
Por aqui, este é sempre um momento de pensar em tudo que mudou desde a primeira edição da Bits (em 2018), e também em tudo que permanece exatamente igual.
Tudo que se materializou a partir deste espaço - dos sonhados milhares de assinantes e conversas em formato de podcast (já ouviu a nossa segunda temporada, aliás?), ao inimaginável combo boné e revista em todas as suas unidades esgotadas (obrigada!).
A gente se multiplicou no mundo digital, e ganhou novas formas no mundo real. Prezando pela troca autêntica e pela curadoria entusiasmada que são nossa base desde o dia 1, por mais que sejam constantemente ameaçadas pelo alcance dos vídeos curtos e superficiais, e pela praticidade de tantas IAs que escrevem textos.
Entre a evolução do que tem dado certo, a manutenção dos nossos maiores valores e a busca por mais crescimento e (por que não) mais diversão e leveza, segue o que estará “dentro” e “fora” em 2026.
Na Bits, e quem sabe na sua marca também.
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In & out em 2026
🟢 In: Rebrandings sutis, com alto impacto estratégico e foco em longevidade
🔴 Out: Sommelier de rebranding
Os melhores rebrandings de 2025 foram a reorganização de arquitetura de marca da Amazon e a atualização visual da Minâncora. O que eles têm em comum é a mudança sutil, mas com contribuição clara para a consistência e reconhecimento da marca. Trabalhos para nenhum “sommelier de rebranding” colocar defeito.
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🟢 In: A capacidade de ligar os pontos entre coisas que parecem aleatórias
🔴 Out: Copiar e colar o que o ChatGPT escreveu
Pode apagar quantos travessões você quiser, ainda é bem perceptível quando um texto é simplesmente transferido de uma IA. Em 2026, ninguém aguenta mais. Usar assistentes no processo criativo é bem-vindo, desde que o resultado final tenha ponto de vista, personalidade, até uma certa imprevisibilidade.
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🟢 In: Especialidade demonstrada no mundo real
🔴 Out: Especialistas em ser especialista na internet
Será que 2026 é o fim do “guru de marketing"? Talvez seja sonhar alto demais. Mas um bom começo é observar o quanto da especialidade daquela pessoa existe no mundo real. Naquilo que ela criou de fato, nos seus clientes e projetos, nos lugares por onde passou… Se não existe em 3D, será que vale o seu tempo de tela?
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🟢 In: Dar a devida desimportância
🔴 Out: Interpretar qualquer micro-trend americana como relevante
As nossas timelines têm sido dominadas por carrosseis com título sensacionalista escritos por IA com base em artigos de veículos como VOX ou The Atlantic. Que, inclusive, são ótimos. Mas a sua disseminação sem critério gera a falsa impressão de que “todo mundo” está agindo ou pensando ou se vestindo daquela forma. Em 2026, precisamos perguntar mais: “será mesmo?”. E dar mais desimportância para certas coisas.
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🟢 In: Grupos, hobbies e atividades longe das telas
🔴 Out: Ser cronicamente online
Começar o ano de 2025 celebrando o offline, o impresso e apontando este movimento como tendência foi um dos nossos maiores acertos. A busca pelo analógico não só permanece, como se intensifica em 2026. Nesse processo, descobrimos também que ser cronicamente online não torna ninguém mais conectado ou mais produtivo. Uma boa caminhada ou um livro físico, talvez.
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🟢 In: Escrever a newsletter que eu gostaria que existisse
🔴 Out: Seguir a última fórmula de alcance e engajamento
Depois de muitas voltas desde a incorporação dos Stories pelo Instagram, a chegada do TikTok e a recomendação definitiva de conteúdos baseada em interesses, os caminhos apontam novamente para maior intimidade e profundidade.
Vídeos mais longos no YouTube, com uma vibe mais caseira do que produzida. Podcasts em sofás e poltronas, com os pés para cima ao invés de mesas de reunião. E, claro, textos longos enviados por e-mail ao invés de roteiros curtos.
É bom quando o mundo volta para onde a gente começou, e de onde nunca saiu. Mas é ameaçador quando a pressão por performar aumenta, e ambientes mais autênticos vão perdendo justamente o seu principal valor.
Para seguir, a bússola aponta a mesma direção desde o primeiro dia. Criar aquilo que eu gostaria que existisse.
Se é divertido, inspirador e útil de verdade, se tem um papel no meu desenvolvimento e rotina, se antes de qualquer view ou like ou métrica eu gostei daquilo - quem sabe mais alguém goste também.
para inspirar
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Tem um ditado popular que diz que “o melhor remédio para um doido é um doido e meio”. Não sei se o pessoal da Columbia já tinha ouvido ele antes, mas eles ilustraram perfeitamente na sua última campanha.
para fazer parte da conversa
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Os jogos da nossa infância agora são coisa de rico. Para entender essa frase, você precisa ter como contexto: o livro best-seller de Michel Alcoforado, e os lançamentos de final de ano de grandes marcas de luxo. Um Jenga da Hermés, um Uno da Miu Miu e um Monopoly da Balenciaga.
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No futuro, os brinquedos “brincam” de volta. Não é Toy Story, mas é quase. A LEGO acaba de apresentar na CES o LEGO Smart Play: uma tecnologia que vai permitir que as peças “brinquem” com as crianças através de sensores que detectam voz e movimento. Em resposta, elas podem emitir luzes e sons.
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Um monte de gente tentou desconectar nas férias. Parece que o cansaço coletivo de telas virou uma série de “avisos” de ausência de redes sociais durante o recesso. Tem quem durou apenas alguns dias, tem quem segue buscando mais tempo offline em 2026. Seja qual for o seu caso, este TEDx é feito para ajudar:
para ler com calma
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“Time will pass either way. The question is whether our designs will help people feel it, own it, and remember it, or let it vanish into the algorithmic wind”.
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para dar um tchau
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Em 2026, eu não desejo que você comece nada. Juro. Nem eu quero começar mais nada. Eu quero que a gente siga.
No contexto atual, seguir já é mais do que o suficiente. Porque pressupõe inspiração, coragem, autoconfiança, foco. Precisa de hábito, rotina, sistema, processos.
Demanda calma. Reflexão. Repetição.
Seguir é imenso. Ao mesmo tempo em que é um dia (e uma edição) de cada vez.
Bora pra 2026? :)
- Bia


muito bom!!! 🫶
ótimo ano pra você. Já gostei desse trecho: Criar aquilo que eu gostaria que existisse.