Bits to Brands #90 | Dois anos depois ✨

Tempo de leitura: 6 minutos


No dia 11/06/2018 era enviada a primeira edição da Bits to Brands. Para um público de 175 pessoas (tem alguém aqui?), para tirar do papel um projeto pessoal que mal surgiu e já levantou questões como "Como seria um mundo em que todas as marcas se responsabilizassem de alguma forma pelos danos que causam na sociedade?".

De lá pra cá, 90 edições e 24 meses se passaram, e quase 10 mil pessoas já passaram por aqui.

Esse espaço virou fonte de informação, atualização, reflexão e inúmeras dicas - filmes, livros, podcasts, séries, documentários, recentemente até vagas de emprego.

Além de newsletter, a Bits virou , e palestra no segundo maior palco do RD Summit. Ainda vai virar curso online (spoiler). E virou fonte de infinita troca e aprendizado.

Virou parte da rotina de muita gente, parte fixa do meu dia a dia e, mais do que isso, virou parte essencial de quem eu sou.

[ Fun fact: muita gente escreve agradecendo a "vocês", mas por trás de cada e-mail tem um "você" só - eu :) ]

E como não podia deixar de ser, virou uma jornada louca de autoconhecimento, e de aprendizado. Assim, para você que tem um projeto de conteúdo ou um lugar na internet pra chamar de seu, ou que gostaria de ter, queria deixar hoje algumas das principais lições que eu tiro dos últimos dois anos produzindo conteúdo consistentemente para outros profissionais.

Disclaimer: as dicas a seguir são todas com base na minha experiência, e no crescimento que eu tive dentro das minhas possibilidades - de tempo, energia, divulgação e de formato. Ir de 100 a 7.000 pessoas pode parecer pouco, mas para mim é motivo de grande orgulho. Não sou e nem pretendo ser especialista em crescimento exponencial ou faturamento de 6 dígitos através de marketing digital.

1. O jeito certo é o seu jeito.
"Você precisa gravar vídeos". "Você tinha que ter um podcast". "Você devia vender infoprodutos".

Quando você começa um projeto, não faltam opiniões. Das mais bem intencionadas àquelas que só querem te vender uma fórmula pronta, a pressão por fazer mais, melhor e diferente do que você tem feito vem de todos os lados.

Pra mim, é muito mais sobre como você prefere se comunicar e onde você gosta de interagir, do que qualquer tendência. Tem espaço pra texto, tem espaço pra vídeo, tem espaço na internet pra todo mundo. Mas quanto mais genuíno e original for o conteúdo, maior a chance dele se destacar.

2. Compartilhe sem medo.
A Bits sempre foi sobre intersecções - marca, tecnologia, comportamento, entretenimento, cultura pop, plataformas digitais, sociedade, tendências.. Esse espaço foi criado justamente pra provar que tudo isso tem tudo a ver, e deve ser parte do dia a dia de todo profissional.

Isso nos levou a atrair gente de todo tipo. E uma das consequências foi um certo receio por trás de cada tema escolhido, de desinteressar boa parte da audiência.

A cada semana, é preciso deixá-lo de lado. Porque seguir verdadeiramente o posicionamento do meu conteúdo significa abrir mão de quem não se identifica com ele como um todo. E tudo bem deixar essas pessoas irem.

O que nos leva ao próximo ponto.

3. Tem muito mais gente legal do que chata na internet.
Ao expor suas ideias na internet, ninguém está imune a críticas, haters, "exposed parties" e afins. Fadas sensatas que nunca erram só existem na gíria millenial, porque no mundo real as pessoas não têm medo de apontar defeitos.

Mas algo que eu descobri nesse espaço é que tem gente legal disposta a trocar de verdade. Quanto mais vulnerável eu me apresento, ou quanto mais delicado o tema, mais respostas positivas e encorajadoras eu recebo por aqui.

Dá medo, sim, ser você na internet. Mas a cada um que se aproxima pra somar, ele diminui um pouco.

[Aqui, estamos há dois anos sem cancelamentos. Uma semana de cada vez.]

4. A jornada >>>>>>>>>>>>>>>>>> o destino final.
Metas são importantes, sim. Saber onde você quer chegar com um projeto, também. Mas a motivação de verdade mora nas pequenas coisas.

Grandes marcos, números e visiblidade valem muito, mas para manter um projeto no longo prazo, com consistência, é preciso encontrar contentamento no dia a dia, no processo.

Cada comentário de "o seu conteúdo me ajuda muito" ou "li este livro porque você indicou e adorei" precisa ter tanto valor quanto a validação de uma plateia de 3.000 pessoas.

5. A atenção das pessoas é um presente.
Quando o assunto é conteúdo, o custo de oportunidade fica cada vez mais alto. Escolher assistir uma série significa abdicar de diversas outras. Passar 1h rolando a timeline é 1h a menos lendo um livro.

Sempre vai existir muito mais conteúdo que a gente gostaria de consumir, do que tempo e dedicação suficiente para assistir, ler, ouvir e acompanhar tudo.

Gosto de pensar que quem está aqui, lendo essas palavras agora, poderia estar fazendo diversas outras coisas. Mas por algum motivo, escolheu a Bits to Brands para se informar.

Com isso, vem a imensa responsabilidade de fazer com que você termine sentindo que entende um pouco melhor o mundo, do que entendia quando abriu este e-mail.

Se cada edição da Bits to Brands tem em média 5 minutos de leitura, isso significa que passamos 7 horas e meia juntos. 450 minutos. Obrigada por cada um deles.

Não confirmo e nem nego que chorei um pouco ao olhar pra trás e ver que NOVENTA edições depois, ainda estamos aqui.
Misturando assuntos, compartilhando referências e ligando uns pontos que eu achava que só faziam sentido na minha cabeça, e de repente - 7.200 pessoas.
What a ride.
- Beatriz

~ pode compartilhar bastante essas dicas ~

porque eu tenho certeza que tem alguém que você conhece precisando de um gás pra tirar aquela ideia do papel. e ver uma pessoa assim feliz dois anos depois com o que conquistou mandando E-MAILS em pleno 2020 pode ser o empurrãozinho que faltava ♡

Agora dá pra mandar áudios no Twitter
Por um lado, a plataforma se torna mais acessível para muita gente. Por outro, começa a comprar briga com outras telas, que sempre foram seu melhor complemento. Já pensou ter que ouvir áudios de comentários enquanto assistia Game of Thrones? Ame ou odeie, a nova funcionalidade chegou. E quem já soube usar muito bem foi a Netflix e a Turma da Mônica.

"Zoom fatigue", ou "exaustos de vídeoconferências"
Passar o dia inteiro conversando por vídeo com os colegas tem tido consequências na saúde mental e no desempenho de muitos ~homeofficers. Esse artigo explora vários pontos de vista para explicar por que.

A nova utilidade do Airbnb
Enquanto o setor inteiro de turismo e viagens sofre, o Airbnb foi reinventado. Em maio, o número de reservas dentro da mesma cidade por um período acima de 28 dias foi 42% maior que ano passado. Ou seja, as pessoas estão recorrendo à plataforma para quarentenar em casas que não as suas.

Dr. Seuss em tempos de pandemia
Um designer recriou capas de livros clássicos do Dr. Seuss, adaptando o contexto para os tempos atuais. Da série coisas criativas, inteligentes e bonitas que gostamos de compartilhar por aqui.

Torcida à distância
Um aplicativo que permite que você deixe aplausos, gritos de guerra e vaias de onde estiver, para serem ecoados no estádio para os jogadores ouvirem. Chama "Remote Cheer", é japonês e a cara do tal ""novo normal"" dos grandes eventos.

como forma de contribuir ativamente para essa comunidade diversa e sempre antenada de mais de 7.000 profissionais, vamos passar a compartilhar vagas abertas por aqui.
se uma pessoa for recolocada graças a essa newsletter, já vai ter valido a pena.


A startup que ajuda outras empresas a abrir vagas está com vagas abertas.

A Gupy é uma startup de RH e o principal software de recrutamento e seleção do Brasil. Tem vagas em conteúdo, vendas e marketing de produto.

Confira aqui e boa sorte! :)
se você tem uma vaga na sua empresa e quer atrair profissionais de marketing, comunicação ou tecnologia de todo o Brasil que estão sempre bem informados, me mande um e-mail em beatriz@bitstobrands.com.

Não sei como anda o home office por aí, mas aqui qualquer espaço entre uma call e outra precisa de uma trilha sonora que faça companhia e ajude na inspiração.

Nessa quarentena, minha grande companheira tem sido a série da NPR, Tiny Desk Concerts - aqueles vídeos de uma sala apinhada de gente e discos, com algum artista incrível no meio, cantando e jogando conversa fora durante meia hora.

Inclusive, essa edição foi escrita ao som do mais recente Tiny Desk - o da Alicia Keys.

Alguns dos meus tiny desks favoritos:
- Khalid
- Leon Bridges
- Coldplay
- Lizzo
- H.E.R.
- Taylor Swift
- Tom Misch
- Adele
- Harry Styles

[ Um gosto musical que pode ser definido por: qualquer coisa que caiba bem num Tiny Desk Concert. ]

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