Bits to Brands #37 | House of (credit) Cards

House of (credit) Cards

Na última segunda-feira (25), Tim Cook reuniu no Apple Park desde jornalistas a personalidades como Oprah, Steven Spilberg e Jennifer Aniston, para anunciar novos serviços. Notícias, música, jogos, pagamento, entretenimento e armazenamento de conteúdo. A gente quer tudo? Obviamente. A gente vai poder pagar? Eis a questão.

O limite para a quantidade de serviços por assinatura que um usuário quer (e pode!) manter foi uma das principais reflexões que o evento trouxe, mas nessa edição quero destacar outro ponto.

Isso porque, na mesma semana, tivemos o lançamento de dois cartões. Diretamente da Califórnia, o Apple Card, e aqui mesmo, de BH, o Cartão Méliuz.


Caso você não conheça a Méliuz, explicamos o seu modelo de negócios há alguns meses, aqui. E eles estão justamente reforçando o seu posicionamento de "startup que quer que você ganhe dinheiro quando gasta dinheiro", com um cartão, cuja principal proposta de valor é o cashback.

Em parceria com o Banco Pan, o cartão oferece 0,8% de dinheiro de volta em todas as compras, e quando usado em lojas parceiras da Méliuz, adiciona 1% ao cashback anunciado.

Corta para o Apple Park. Uma evolução do Apple Pay, o Apple Card é uma parceria com o banco Goldman Sachs e a Mastercard que existirá tanto virtual, quanto fisicamente. Ele não cobra taxas, organiza a fatura por categorias, oferece 2% de cashback que é creditado diariamente.. tudo isso com a inteligência de design da Apple, que faz toda a diferença.

Ao falar sobre o assunto, o The BRIEF resgatou um quote do Bill Gates nos anos 90 que é cada vez mais atual: "banking is necessary, banks are not".

A gente tem vivido muito sob essa premissa, com o boom das fintechs e com a descentralização completa das nossas vidas financeiras. Um exemplo pessoal: fui aos poucos deixando o meu banco "tradicional" para ter cartão de crédito Nubank, controle financeiro no GuiaBolso, informação no MePoupe, divisão das contas da casa no Splitwise, transferências rápidas no PicPay, compras online via Méliuz, e agora estou avaliando três aplicativos para começar a investir.

Os lançamentos dessa semana consolidam esse estilo de vida de duas formas:

- Se antes o "banking" deixava de ser atribuição dos bancos para ser das fintechs, agora as mais diversas empresas tem se bancarizado. Elas fortalecem suas propostas de valor, trazem serviços complementares ao seu business e acumulam ainda mais dados de consumo. Eu achava que tinha ido de um banco para 5 serviços financeiros, mas a tendência é que esses cinco se multipliquem através de diversas marcas.

- Enquanto isso, mesmo conforme perdem sua posição "top of mind" na vida financeira dos millenials, os bancos são essenciais para a prestação desses serviços, especialmente no caso de marcas que não são nativas desse universo. Vide Banco Pan e Goldman Sachs, nos exemplos dessa semana. Esse tipo de parceria pode garantir não só a sobrevida, mas a evolução das instituições "tradicionais", conforme elas ganham acesso a dados de comportamento e acesso a diferentes clientes, além de um quê bem-vindo de modernidade.

E enquanto esses modelos de negócio vão evoluindo, nós vamos administrando nosso dinheiro num contexto cada vez mais complexo. Haja maturidade nessa vida adulta.
- Beatriz

~ calma, que por aqui ainda somos de graça ~

todo esse conteúdo, toda semana, sem precisar se preocupar.

só recomendar. agradecemos :)

Os melhores links da semana


Sandy & Junior & Millenials & Tendências de comportamento
Amo esses momentos "você leu primeiro aqui", já que em janeiro uma das tendências que mapeamos foi a nostalgia. Esse artigo do El País contextualiza bem com o frenesi mais recente.

A briga mais recente do Nubank
Depois da porta giratória, o inimigo da vez é o asterisco, como símbolo de uma comunicação que propositalmente deixa de lado informações importantes para atrair o consumidor.

Canudos reutilizáveis "are the new" sacola reutilizável
“People not only want to live a more eco-friendly life, they want to be seen as being eco-friendly”. E agora, os fins justificam os meios? Será que a mudança de comportamento é o que importa, mesmo que por motivos diferentes?

Bradesco + Watson = 100 milhões de interações
Alguns dos números impressionantes da Bia, minha xará e assistente digital do Bradesco.

Bits to Brands LIVE


Na última semana, o conteúdo que tem sido compartilhado por aqui há quase um ano ganhou forma e fala :)

Segunda-feira na FAAP, sobre tendências de comportamento e compra para varejo, com muitos insights do SXSW 2019, comigo, e do Shoptalk 2019, com Gustavo Gadotti.

Quarta-feira na conferência do Grupo de Planejamento sobre detox digital, e o que a necessidade de desconectar significa para pessoas e para marcas.

Obrigada a todos os assinantes que estavam lá e fizeram questão de se identificar - é louco transformar esse número em gente de verdade, e gente tão legal! <3

Sigo aberta para resumir, organizar e entregar os diversos temas que já abordamos aqui pessoalmente. Se fizer sentido para a sua empresa, agência ou evento, é só mandar um e-mail!