Bits to Brands #10 | A marca de um trilhão de dólares

A marca de um trilhão de dólares

É por causa desses momentos que essa newsletter existe! Esses momentos que mostram que tecnologia e marca tem tudo a ver, e que uma é capaz de potencializar a outra enormemente.

1,000,000,000,000,000,000. Tive que jogar no Google pra não errar os zeros. 1 trilhão. 1 trilhão de dólares é o que vale a Apple, em um momento histórico.

Pausa para um pouco de contexto: quem leu The Four, o livro do Scott Galloway que a gente já recomendou aqui, sabe que a "corrida do trilhão" já vinha rolando entre Apple, Amazon, Facebook e Google, pelo menos desde o ano passado. E aí veio esse quarter e os seus demonstrativos de resultados.

Neles, o Facebook tomou um baque histórico (mais sobre isso abaixo), a Netflix e o Twitter também sofreram, o Elon Musk surpreendeu, a Amazon e o Google superaram todas as expectativas.

E aí, como quem não quer nada, a Apple anunciou que vendeu mais de 41 milhões de iPhones, naquele preço médio que já conhecemos (alto!). Isso foi parte de um recorde de receita, que jogou as ações lá em cima, e aí no dia seguinte veio o número mágico - 1 trilhão de dólares.

Eu sou pé frio mesmo, porque a minha aposta era na Amazon. Por causa do sucesso dos seus smartspeakers, do crescimento da AWS e do Amazon Prime e dos novos negócios que ela está sempre buscando (o último, healthcare), enfim..

Mas a Apple tem algo que a Amazon não tem. Que nenhuma das outras tem, na verdade. Enquanto as big tech crescem focadas em preço, conveniência e conteúdo, a Apple cresce baseada em desejo. Luxo. Aspiração. Marca.
A Apple é tanto marca de luxo quanto é empresa de tecnologia.
O seu foco não é mais fazer mais, ou fazer primeiro, e sim fazer melhor. E cobrar mais por isso. Hoje, ela tem 14% dos smartphones vendidos no mundo, mas 87% dos lucros desse mercado.

As pessoas querem os seus produtos pela tecnologia, sim, mas também pelo status e pela imagem projetada através deles. E isso faz com que elas paguem não só pelo mais novo iPhone, mas também por iMacs, AirPods, Watches, sem contar nos infinitos acessórios (alô, carregadores que não duram 6 meses).

Pela experiência integrada, sim. Mas imagem pessoal, principalmente.

Por essas e outras, a Apple desceu do disputadíssimo pedestal da inovação, para ocupar sozinha os principais degraus do luxo e do desejo.

E fez isso através de design, de experiência de compra, de lojas nas áreas mais nobres do mundo, de grandes lançamentos e de produtos que geram aspiração em todos os cantos do mundo.

O resultado? 1 trilhão de dólares.

Com isso, a Apple hoje vale mais do que produzem 91% dos países do mundo.
Who run the world??? Tech.

- Beatriz

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A Queda do Facebook, por John Oliver

Clique na imagem para assistir.


São 5 minutos de vídeo, que ajudam a entender bastante sobre o atual momento do Facebook e o que o trouxe até aqui.

O remake do último anúncio, deixando-o mais "honesto", é sensacional. A acidez do John Oliver é um plus.

"You could take every one of our products–iPod, iPhone, iPad, Apple Watch–they weren’t the first, but they were the first modern one, right?

In each case, if you look at when we started, I would guess that we started much before other people did, but we took our time to get it right. Because we don’t believe in using our customers as a laboratory.

What we have that I think is unique is patience. We have patience to wait until something is great before we ship it."

- Tim Cook, e muito do que fez a Apple chegar lá

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