Bits to Brands #6 | Netflix: a querida entre as gigantes

Netflix: a querida entre as gigantes

Se para o Scott Galloway as "big tech" são 4 (Google, Amazon, Facebook e Apple), na bolsa de valores elas ganham um quinto elemento: Netflix. Juntas, elas são chamadas "FAANG", e são as ações de tecnologia mais populares, e com melhor performance do mercado.

Na sua última edição, a The Economist trouxe na capa a Netflix, que pela sua análise se destaca dentre as cinco por ter construído a sua história e crescimento sem escândalos ou irregularidades, tanto aos olhos do público, quanto das instituições (até agora). É uma marca querida pelos espectadores, e também pelos investidores.

Esse sucesso levantou alguns questionamentos. O que as empresas de mídia tem a aprender? O que as outras empresas de tecnologia tem a aprender? E será que a Netflix consegue manter todos felizes?

Para a indústria do entretenimento
As fusões e a consolidação de grandes grupos de mídia nos últimos tempos são uma resposta, mas não a única. A Netflix cresceu à base de preços mais baixos, e mais opções de conteúdo. A sua combinação até agora imbatível, de escala mundial e dados de comportamento é onde as outras empresas tem trabalho a fazer.

Para as empresas de tecnologia
O fato da Netflix ter se mantido em um universo de entretenimento ajudou a afastar a marca de escândalos como fake news e manipulação eleitoral. Além disso, por eles serem um modelo de negócios de assinatura, e não publicidade, as pessoas não desconfiam do uso dos seus dados. E por fim, a Netflix tem se tornado uma marca global, através do seu conteúdo e envolvimento com os públicos localmente.

O que pode dar errado?
Apesar dos números impressionantes e de todo o investimento em conteúdo próprio, a Netflix ainda fecha no negativo - e parece que essa é a estratégia por mais alguns anos. Para isso funcionar, é preciso que a empresa aumente seu ticket, sem deixar de ganhar novos assinantes. Mas competição é o que não falta..

Feliz de saber que a Netflix é o Mr. Nice Guy das marcas de tecnologia, já que passamos tanto tempo por lá. Exceto por ter tirado Modern Family do catálogo. Imperdoável.

- Beatriz

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Ad-free é ad-free, Spotify.
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Posicionamento de marca

Posicionamento de marca: todos precisam (especialmente quando se trata de tecnologia), nem todos sabem o que significa.

Em essência, um statement de posicionamento deve inspirar evolução, mas também definir de forma clara o que uma marca faz. Quando bem feito, ele garante consistência - do anúncio, ao produto, passando pela loja e pelo vendedor. Todo mundo deve entender o que é aquela empresa.

Por isso que ela deve ser pensada de forma prática, não apenas conceitual. "Empoderadora", "causadora de transformações", "catalisadora de negócios".. são o tipo de definição que as empresas usam para inspirar através das suas marcas. Mas no fim do dia, o que elas vendem? O que elas fazem?

Já que falamos de Netflix, lembram do "Movie enjoyment made easy"? É o tipo de definição de posicionamento que vai da portaria ao marketing com a mesma clareza, e ao mesmo tempo inspira a criação de um produto melhor.

O desafio do posicionamento é esse: sem deixar de engajar as pessoas, explicar bem o negócio e nortear o futuro.

Aqui, eu compartilho os destaques da semana, mas no Twitter tem novas referências todo dia e no Medium reflexões em mais profundidade. O LinkedIn é para networking, se você for de networking :)

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